
CONSTRUÇÃO COM TERRA CRUA
Apesar de
existirem variações com misturas de diversos materiais, existem três métodos básicos
de construção que utilizam a terra crua:
taipa de pilão: a terra é comprimida em fôrmas
de madeira, que funcionam como um tipo de molde;
pau-a-pique: é feita uma trama com sarrafos de
madeira, cujos espaços vazios são preenchidos com terra umedecida. Depois todo o
conjunto é revestido com a mesma matéria prima;
adobe: a terra é umedecida e colocada numa fôrma,
onde secará por algumas horas antes da desforma. Dependendo da composição do solo,
podem ser adicionados aglutinantes como capim, palha ou cal.
O adobe e a taipa de pilão são mais utilizados em paredes
estruturais e externas, enquanto o pau-a-pique se presta mais para paredes internas.
Qualquer que seja a técnica escolhida, preliminarmente deve ser
colhida uma amostra de solo, que será analisada por um arquiteto ou geólogo para
determinação de sua composição, podendo ser necessária a adição de areia ou argila.
O maior inimigo das paredes de terra é a umidade, que pode ser
enfrentada com beirais mais largos nos telhados (protegendo das chuvas), com fundações
que fiquem acima do nível do chão (afastando as paredes do solo e, assim, evitando
infiltrações) e mesmo com a impermeabilização das superfícies exteriores.
As principais características desse tipo de construção são as
seguintes:
possibilidade de ter vários pavimentos;
possibilidade de receber diversos tipos de acabamentos,
devendo ser evitados rebocos com cimento, o que pode causar rachaduras devido à
diferença de elasticidade entre os materiais;
execução das instalações elétricas e hidráulicas do
mesmo modo que em construções de alvenaria comum;
excelente conforto termoacústico.
Embora seja difícil encontrar mão de obra acostumada a
trabalhar com terra crua, as técnicas podem ser rapidamente assimiladas, desde que sob
orientação adequada.
Fonte: Revista Arquitetura &
Construção ago/98.
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