
CONSTRUÇÃO DE FOSSAS SÉPTICAS
A fossa séptica é uma
alternativa para casas localizadas em locais que não têm sistema público de coleta e
tratamento de esgotos. Um sistema eficiente e completo deve contar também com caixas de
gordura, filtros anaeróbicos e sumidouros.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas, através das
normas NBR 7229 e 13969, estabelece todos os parâmetros que devem ser obedecidos. Embora
cada caso exija uma solução específica, basicamente a construção de um sistema de
tratamento de esgotos funciona da seguinte maneira:
a água que vem da cozinha passa por uma caixa de gordura,
onde esta fica retida pelo anteparo (chicana) evitando o entupimento da tubulação e o
sobrecarregamento da fossa. Essa caixa é impermeabilizada com mantas, da mesma forma que
a fossa. Para uma casa com 6 pessoas, ela deve ter capacidade de 200 litros;
a água que vem dos banheiros vai direto para a fossa,
onde os compostos orgânicos se decantam (vão para o fundo), as espumas e gorduras ficam
boiando na superfície e os microorganismos, principalmente as bactérias, liberam enzimas
que destróem os germes e coliformes fecais. Seu tamanho também depende do número de
pessoas: para uma casa com 6 pessoas, sua capacidade é de 1.700 litros, e sua limpeza
deve ser feita a cada 2 anos por empresas especializadas, que retiram o lodo do fundo e
devem levá-lo a uma estação de tratamento;
da fossa, a água segue para o filtro anaeróbico
impermeabilizado, que deve ter as mesmas dimensões da fossa, e na qual a água chega por
baixo, atravessa uma tampa de concreto cheia de pequenos furos, passa por uma camada de
brita nº 4 e sai para o sumidouro. Para limpá-lo, deve-se tirar o lodo por um cano de
respiro, situado antes da entrada, e injetar água pela tampa superior para lavar as
pedras. Um sistema ainda mais eficiente é a vala de filtração, em que, ao sair da
fossa, a água passa por uma cano furado, atravessa uma camada de areia, cai em outro cano
furado e, ainda, por uma camada de brita, de onde já pode ir diretamente para a terra ou
para rios e riachos;
no sumidouro (buraco não impermeabilizado, cujo fundo
deve estar a pelo menos 1,5m acima do nível do lençol freático), a água é absorvida
pela terra. Seu dimensionamento depende, fundamentalmente, do tipo de solo em que será
construído: quanto menos absorvente, maior o sumidouro. Deve estar situado a uma
distância mínima de 15m do poço de água (se existente). Outra alternativa possível
(principalmente quando o lençol freático estiver muito próximo da superfície) é a
construção de valas de infiltração, em que a água corre por um cano furado, enterrado
próximo à superfície, e se infiltra lentamente na terra.
Fonte: Revista Arquitetura &
Construção - abr/99.
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