
GESSO
Fácil de moldar, o gesso é ótimo para a
arquitetura interna. Sua plasticidade permite produzir formas especiais e elementos
diferenciados, que dependem da criatividade de quem trabalha com ele. Tais
características o tornam ideal para a elaboração de sancas, rodatetos, forros e
divisórias, além de bancadas, aparadores, nichos, arandelas, colunas, arcos e outros
elementos, além de servir bem para esconder vigas e tubulações aparentes ou até mesmo
disfarçar pequenos defeitos.
O gesso não é só bonito e barato: as peças confeccionadas com este
material apresentam bom isolamento térmico e acústico, além de manter equilibrada a
umidade do ar em áreas fechadas (especialmente naqueles onde há sistemas de
condicionamento de ar), devido à sua facilidade em absorver água.
Contudo, não é possível abusar de suas características; molhadas, as
peças têm diminuída a resistência mecânica, limitando assim o seu uso a ambientes
internos.
Encontrado sob a forma de pó, blocos ou placas, cada aplicação requer uma
variedade adequada:
lento - como o nome já diz, ele endurece de
uma forma mais vagarosa; uma de suas aplicações é como revestimento de paredes, no
lugar da massa fina;
rápido - seca em pouco tempo, adquirindo
sua forma definitiva em 8 a 12 minutos; é usado para fundir molduras e na modelagem e
fixação de placas para forro;
cerâmico - obtido a partir das partículas
menores do material, isoladas das outras por um sistema chamado de ventilação; é
adequado para revestir e formar peças como rodatetos, arandelas e florões, entre outras.
Nas gessarias, entretanto, é possível encontrar peças prontas, como
sancas, molduras para tetos e colunas, e placas para composição de paredes e forros
rebaixados, que permitem embutir caixas de som e spots de luz. Mais recentes, as chapas de
gesso acartonado (composta basicamente por duas folhas de papel recheadas de gesso)
também se prestam à execução de forros, além de permitir a construção de paredes
divisórias.
Sua aplicação é rápida e limpa, porém deve ser sempre executada por
profissionais especializados. Se o material for receber pintura haverá alguma sujeira,
pois o gesso deverá ser lixado, gerando uma camada de pó, da mesma forma que a massa
fina. Além da pintura, o gesso aceita outros acabamentos, como papel de parede, tecido,
madeira, cerâmica ou laminado melamínico.
Ao contrário do que se diz, as paredes revestidas por gesso ou feitas de
bloquetes permitem até a colocação de quadros, desde que sejam obedecidas certas
precauções. Recomenda-se o uso de buchas e parafusos no lugar de pregos.
Reparar o material é bastante simples: a aplicação de uma nova camada
sobre partes danificadas é perfeita, não deixando marcas devido à plasticidade do
material.
A instalação de um forro de placas de gesso comum começa com a inserção
no teto de pinos de aço colocados a cada 60cm no máximo (tamanho normal da placa),
colocados com um revólver especial. Um arame de aço ou cobre passa por um furo existente
no pino e é preso na placa em um furo feito na própria obra, torcendo-o bem para amarrar
a peça. Uma massa feita de pó de gesso, água e estopa é colocada junto à parede para
reforçar a fixação. A moldura é fixada do mesmo jeito. As placas, com encaixes
macho-e-fêmea nas laterais, recebem a mesma massa para acabamento nos rejuntes, após a
retirada dos restos de fios com alicate.
Já as chapas de gesso acartonado (cujas dimensões são maiores, normalmente
de 0,60 x 1,20m) são colocadas sob perfis metálicos que são fixados à parede e no teto
com tirantes. Um tipo de elevador aproxima as chapas da estrutura metálica, onde são
fixadas, com parafuso auto-atarrachante, a cada 30cm, no máximo. Também se parafusa a
1cm da borda. O processo começa junto à parede para que as chapas não se comprimam na
parafusagem final. O acabamento é feito com massa de rejunte e fita de papel, usada para
prevenir fissuras. Uma nova camada de massa finaliza o trabalho (única etapa em que se
utiliza água, para fazer a massa).
Fonte: Revistas Arquitetura &
Construção - set/98 e set/93.
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