
PROBLEMAS DE UMIDADE
ÁGUA QUE SOBE PELAS
PAREDES
Origem: quando o terreno é
muito úmido, a tendência é que a umidade acumulada seja absorvida pelo alicerce da casa
e brote na parede, formando manchas de bolor ou estufando a tinta da área próxima ao
rodapé.
Solução: é necessário
retirar o reboque de uma faixa até 50cm acima da mancha. São feitos pequenos furos a
cada 10cm nos tijolos e injeta-se um produto à base de silicatos, que se infiltra na
porosidade do tijolo e enrijece. Depois de seco, refaz-se o reboque, de preferência com
produtos impermeabilizantes misturados à massa de cimento e areia. Se a parede for de
blocos de concreto não é possível tratar definitivamente a umidade, apenas diminuí-la
por curtos períodos, refazendo o reboque com argamassa impermeabilizante.
Prevenção: usar argamassa com
impermeabilizante ou manta asfáltica em toda a extensão do alicerce. A alvenaria também
deve ser assentada com argamassa impermeabilizada até a oitava fiada.
CHUVA QUE ENTRA PELAS
FRESTAS
Origem: entre o caixilho e a
parede podem se formar frestas que permitem a passagem de água da chuva. A umidade se
manifesta formando bolor ou estufando a tinta.
Solução e prevenção: a
junção entre o caixilho e a parede deve ser calafetada com silicone, adesivo plástico
ou poliuretano. Em geral, esses produtos oferecem embalagens próprias para a aplicação,
com pequenos bicos que direcionam seu fluxo. Se a parede já está descascando é
necessário raspar a tinta e repintar. Para prevenir o problema, deve-se repetir a
aplicação em intervalos de um ano.
ÁGUA QUE DESCE PELO
TERRENO
Origem: quando o terreno é
inclinado, e a casa é construída na parte mais baixa, a água da chuva desce e fica
represada na parede defronte à inclinação. A tendência é que, nos meses chuvosos, o
bolor brote nos dois lados da parede, mas nos meses de estiagem a área também permanece
úmida.
Solução e prevenção: uma
trincheira é a saída para tratar e evitar esse problema. Qualquer pedreiro pode
fazê-la, depois que a obra estiver pronta:
» cavar um buraco com
aproximadamente 50cm de largura e profundidade, exatamente ao lado da parede em frente à
inclinação;
» forram-se a base e as laterais
desse buraco com um tecido de poliéster;
» preenche-se a metade da
escavação com pedriscos de construção, e um cano de PVC, com a parte superior cheia de
furinhos é colocado sobre as pedras;
» preenche-se o resto da
trincheira com pedriscos e envolve-se a parte de cima com mais tecido de poliéster, sobre
o qual se coloca terra e grama. A água entrará na trincheira, cairá no cano e será
levada a uma caixa de coleta de esgoto. Se a parede já estiver descascada será preciso
refazer todo o reboque da área que está úmida.
UMIDADE QUE VEM DE CIMA
Origem: depois de uma chuva
forte, algumas telhas podem trincar e a água começa a entrar pelas rachaduras.
Solução: detectar todas as
telhas danificadas e substituí-las (as vezes isso não é muito fácil, porque as fendas
são muito pequenas; nesse caso, uma solução é trocar todas as peças de uma grande
área).
Prevenção: não é preciso
impermeabilizar os telhados, desde que se obedeça ao caimento necessário de cada telha.
FENDAS SURGIDAS APÓS UMA
REFORMA
Origem: a água passa pelas
frestas decorrentes do serviço incorreto nas junções entre os materiais antigos e os
novos (por exemplo, quando um vão de uma porta numa parede de tijolos é fechado com
blocos de concreto).
Solução: pode-se descascar o
reboque e calafetar a junção com silicone, minimizando o problema. Porém, o ideal é
refazer a parte da parede afetada utilizando o mesmo material do resto da construção,
aditivando a argamassa com um impermeabilizante.
Prevenção: calafetar, com
silicone, as junções novas durante a reforma (nem sempre isso garante que as frestas
não venham a surgir depois).
ÁGUA QUE FOGE DA PISCINA
Origem: piscinas cuja
impermeabilização original foi feita corretamente podem sofrer, posteriormente, reformas
cuja execução está sujeita a problemas (por exemplo, quando o piso ao redor é erguido
e a borda não é impermeabilizada, e a água passa entre os azulejos e pinga no teto da
garagem).
Solução e prevenção:
impermeabilizar o deck construído posteriormente para que a água não passe pelos
azulejos. Assim, algumas fileiras do revestimento da piscina terão que ser retiradas.
Sobre a argamassa deverá ser aplicado um primer, espécie de tinta espessa que prepara a
superfície para receber a manta asfáltica que vem em seguida. Sobre ela aplica-se um
filme de polietileno, uma proteção mecânica com cimento e areia e, finalmente, os
azulejos.
RECOMENDAÇÕES ÚTEIS
seguir sempre as orientações dos fabricantes e deixar
que os materiais de construção (massa de assentamento e tijolo) sequem bem antes de
serem cobertos;
todas as lajes precisam ser impermeabilizadas. Se a laje
é de concreto, a impermeabilização deve ser flexível, ou seja, feita com as membranas
moldadas no local, como o piche. Se a laje for pré-moldada, recomenda-se a utilização
de mantas pré-fabricadas, como as asfálticas. A proteção adequada da laje requer:
» a execução de caimento correto
com argamassa em direção ao ralo ou à calha;
» o arredondamento dos cantos
vivos com argamassa;
» estender a impermeabilização
ao interior dos ralos e, caso a laje se encontre com uma parede, impermeabilizar os seus
primeiros 20cm de altura;
» proteger a camada
impermeabilizante com argamassa, evitando o desgaste provocado pelos raios ultravioleta e
infravermelho e trincas devidas aos movimentos normais da construção, à sua dilatação
e à contração no calor e no frio e à exposição constante ao sol e às intempéries.
as áreas molhadas (banheiros e cozinhas) são as mais
sujeitas a apresentar problemas de infiltração, cuja solução exige regularização da
superfície, aplicação de manta asfáltica, proteção mecânica e recolocação do
revestimento. Se o problema ainda não se deu, é recomendável uma prevenção, fazendo
uma calafetação anual de bancadas de pias, vasos sanitários, banheiras e ralos, usando
silicone. O local de instalação de banheiras também deve ser impermeabilizado.
Fonte: Revista Arquitetura &
Construção - jul/97.
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