
PERDAS DE MATERIAIS
NOS CANTEIROS DE OBRAS: A QUEBRA DO MITO
As empresas de construção civil têm convivido, há tempos, com
a crítica de pertencerem a um setor desperdiçador de recursos. Em particular, quanto ao
uso dos materiais, a geração de entulho é algo sempre debatido nos meios de
comunicação. Inúmeras discussões já foram travadas, no meio técnico ou não, quanto
a ser o desperdício de materiais algo realmente significativo. Infelizmente, muitas vezes
tais debates carecem de informações mais confiáveis para balizar as conclusões.
Dentro deste espírito, o Departamento de Engenharia de
Construção Civil da EPUSP (PCC-USP) coordenou uma pesquisa nacional, envolvendo quinze
outras universidades (Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS, Universidade
Estadual do Maranhão - UEMA, Universidade Federal da Bahia - UFBA, Universidade Federal
do Ceará - UFC, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, Universidade Federal de
Minas Gerais - UFMG, Universidade Federal da Paraíba - UFPB, Universidade Federal do
Piauí - UFPI, Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, Universidade Federal do
Rio Grande do Sul - UFRGS, Universidade Federal de Santa Maria - UFSM, Universidade
Federal de São Carlos - UFSCar, Universidade Federal de Sergipe - UFS, Universidade de
Fortaleza - UNIFOR e Universidade de Pernambuco - UPE), distribuídas em doze Estados
brasileiros, onde se estudaram dezenas de canteiros de obras de edifícios com o intuito
de se avaliar as perdas reais de materiais. Tal estudo teve a indução do ITQC e o apoio
da FINEP - Programa Habitare, do Senai-NE, e de várias outras instituições
representando o setor da construção (SINDUSCON/SINDICON, SECOVI/ADEMI e SEBRAE de alguns
Estados). Cumpre salientar que as construtoras (no Estado de São Paulo participaram a
Alves Dinis, Blokos, ERG, Fortenge, J.Bianchi, Noroeste e Tecnum & Corporate) tiveram
um papel importantíssimo na viabilização do trabalho, disponibilizando seus canteiros
de obras e auxiliando no próprio custeio da pesquisa.
Este artigo reúne algumas informações contidas no relatório
final de tal pesquisa, que congrega estudos feitos em 69 canteiros de obras. O número
atual de obras estudadas já alcança a casa de uma centena, sendo que atualizações e
aprofundamentos sobre as discussões aqui contidas deverão ser feitas periodicamente.
Convém inicialmente notar que o consumo excessivo de materiais
pode ocorrer em diferentes fases do empreendimento (Ver Tabela 1 abaixo): concepção,
execução ou utilização.
| TABELA 1 - AS
DIFERENTES FASES DE UM EMPREENDIMENTO E A OCORRÊNCIA DE PERDAS DE MATERIAIS |
| FASES |
CONCEPÇÃO |
EXECUÇÃO |
UTILIZAÇÃO |
PERDA |
Diferença entre a quantidade
de material previsto num projeto otimizado e a realmente necessária de acordo com o
projeto idealizado |
Diferença entre a quantidade
prevista no projeto idealizado e a efetivamente consumida |
Diferença entre a quantidade
de material prevista para manutenção e a efetivamente consumida num certo período de
tempo |
NATUREZA DAS
PERDAS |
Material incorporado |
Material incorporado e entulho |
Material incorporado e entulho |
Pode-se citar, quanto à
concepção, o caso de um projetista estrutural não explorar adequadamente os limites que
o conhecimento atual permite, e gerar uma estrutura com consumo de concreto por metro
quadrado de obra muito acentuado; o mesmo pode se dar quando a definição do traço, para
a argamassa de contrapiso, leva a um consumo desnecessariamente alto de cimento.
No caso da execução, são várias as fontes de perdas
possíveis: no recebimento, pode estar chegando menos material numa entrega que a
quantidade solicitada; blocos estocados inadequadamente estão sujeitos a quebras mais
facilmente; o concreto, transportado por equipamentos e trajetos inadequados, pode cair
pelo caminho; a não-obediência ao traço correto da argamassa pode implicar
sobreconsumos na dosagem/mistura (processamento intermediário); o processo tradicional de
aplicação de gesso pode gerar uma grande quantidade de material endurecido não
utilizado.
No caso da fase de utilização do empreendimento, ao se fazer a
repintura de uma fachada precocemente, estar-se-á consumindo mais tinta que o esperado
inicialmente.
Convém sempre, portanto, ao se discutir perdas de materiais,
entender-se qual a abrangência em que essas perdas serão abordadas. Neste trabalho,
discutem-se as perdas que ocorrem especificamente dentro do canteiro de obras, isto é,
associadas à fase de execução do empreendimento.
O desempenho no uso de materiais nos canteiros de obras pode ser
analisado segundo dois tipos de abordagem:
calculando-se o seu consumo por unidade de serviço (por
exemplo, 15kg de cimento por metro quadrado de contrapiso);
calculando-se o valor de suas perdas (por exemplo, ao se
considerar que o consumo teoricamente necessário de cimento para o contrapiso é de 10kg,
o consumo indicado no exemplo anterior levaria a uma perda de 50%, isto é, teria havido
um consumo adicional de 5kg de cimento em relação aos 10kg definidos como necessários).
Nota-se, portanto, que o cálculo do valor da perda carece de uma
prévia definição de uma referência considerada de perda nula. Talvez resida aqui uma
outra dificuldade em se uniformizar os diferentes números citados na bibliografia, já
que diferentes pessoas adotam diferentes referências para representar o consumo mínimo
necessário.
Outra dificuldade encontrada é quanto à definição da unidade
através da qual se medem as perdas. Assim é que uma perda de 10% em volume de areia,
contida, por exemplo, em argamassas que endureceram e viraram entulho, pode ser bastante
significativa sob o ponto de vista da quantidade de material que terá de ser retirada da
obra, e do espaço necessário para a deposição do mesmo (gerando prejuízos ao meio
ambiente). Tais perdas, no entanto, podem não ter a mesma significância se expressas em
termos financeiros, pelo empreendedor, em comparação com todos os outros gastos
inerentes ao negócio imobiliário. Há, portanto, que se deixar sempre clara a unidade na
qual as perdas estão sendo mensuradas: física (volume ou peso) ou financeira.
Há que se notar também a existência de perdas que saem da obra
como entulho e aquelas que ficam incorporadas a ela (como, por exemplo, na forma de
sobrespessuras de revestimentos).
Finalmente, deve-se notar que a parcela a ser considerada
desperdício físico de materiais depende, para sua definição, de uma avaliação custo
x beneficio quanto às perdas detectadas. Considera-se desperdício físico aquela parcela
das perdas totais economicamente viável de ser evitada.
Neste artigo discutem-se as perdas físicas de vários materiais,
tendo sempre como referência (ou consumo representativo de perda nula) as prescrições
de projeto. Por exemplo, no caso do concreto usado nas estruturas, tal consumo seria
aquele apropriado na "cubagem" a partir da planta de fôrmas. No caso do cimento
usado no revestimento de parede interna, o consumo real de cimento é confrontado com
aquele calculado a partir da espessura de revestimento planejada e do traço da argamassa
preconizado pela construtora. Portanto, não se estará fazendo análise das
especificações e, sim, detectando-se os consumos que excedem os especificados. Cabe
ainda ressaltar que, conforme anteriormente citado, ao se levantar as perdas físicas
totais, os números mostrados representam uma soma das perdas que saem (entulho) com as
que ficam incorporadas; tais perdas não são totalmente evitáveis, carecendo de uma
análise adicional para se definir sua parcela que poderia ser considerada desperdício.
Os materiais básicos são aqueles que, para serem úteis na
execução de um serviço, precisam ser previamente misturados a outros materiais básicos
(gerando um material composto). É o caso, por exemplo, do cimento, da cal e da areia, que
formam uma argamassa, material composto utilizado para revestir uma parede.
Quando se estudam os materiais básicos, é possível levantar
dois tipos de indicadores de perdas (Figura 1): "na obra", isto é, relativo ao
desempenho de um determinado material básico usado em diversos serviços numa mesma obra;
"por serviço pós-estocagem", quando cada material básico tem seu desempenho
analisado quanto a um serviço específico.

Os indicadores de perdas na obra,
apesar de serem os mais estudados na bibliografia, apresentam uma série de deficiências,
como por exemplo a de não permitir a distinção dos pontos elogiáveis dos criticáveis
em uma obra. Há também problemas quanto à qualidade da informação por eles
propiciada. Apesar de tais críticas, em função de muitos dos estudos até hoje
disponíveis avaliarem os materiais básicos apenas sob este enfoque, na Tabela 2 abaixo
são apresentados os resultados obtidos em relação a eles nesta pesquisa e em outras
fontes. Note-se a explicitação do valor da mediana das perdas, valor este considerado
mais recomendado que o da média (vide revista "Qualidade na Construção", ano
1, nº 7, página 16) para representar o conjunto de resultados para cada material.
| TABELA 2 -
MATERIAIS BÁSICOS: PERDAS NA OBRA DETECTADAS POR ESTA PESQUISA E POR OUTRAS FONTES |
| Materiais básicos |
PINTO (1989) |
SOIBELMAN (1993) |
FINEP/ITQC/PCC |
| Média |
Mediana |
Mín. |
Máx. |
n |
| Areia |
39 |
44 |
76 |
44 |
7 |
311 |
28 |
| Saibro |
- |
- |
182 |
174 |
134 |
247 |
4 |
| Cimento |
33 |
83 |
95 |
56 |
6 |
638 |
44 |
| Pedra |
- |
- |
75 |
38 |
9 |
294 |
6 |
| Cal |
- |
- |
97 |
36 |
6 |
638 |
12 |
Podem-se tirar algumas conclusões
quanto aos números mostrados nesta Tabela 2:
há uma acentuadíssima dispersão dos valores das perdas
(por exemplo, o valor mínimo no caso da areia foi de 7% e o máximo de 311%); tal
fenômeno pode ser explicado tanto por uma efetiva variabilidade do desempenho em cada
obra, quanto pelas imprecisões de tal tipo de indicador (conforme explicitado
anteriormente);
de qualquer forma, a perda de materiais básicos nas obras
é bastante acentuada e, além disso, há empresas muito mais eficientes que outras.
A Tabela 3, apesar de o número de casos estudados ser menor,
reúne os valores de perdas de materiais básicos (estudou-se o cimento como representante
dos serviços) por serviço pós-estocagem. Mostra-se o desempenho detectado quanto a
emboço ou massa única internos, emboço ou massa única externos e contrapiso.
| TABELA 3 - PERDAS
DE CIMENTO NOS SERVIÇOS: EMBOÇO OU MASSA ÚNICA INTERNOS; EMBOÇO OU MASSA ÚNICA
EXTERNOS; CONTRAPISO (FINEP/ITQC/PCC) |
| Materiais básicos |
Média |
Mediana |
Mín. |
Máx. |
n |
| Emboço interno |
104 |
102 |
8 |
234 |
11 |
| Emboço externo |
67 |
53 |
-11 |
164 |
8 |
| Contrapiso |
79 |
42 |
8 |
288 |
7 |
Os resultados mostrados nesta
Tabela 3 permitem algumas considerações:
confirma-se, agora com indicadores mais precisos, a alta
variabilidade dos valores das perdas (por exemplo, variando de 8% a 234% para emboço ou
massa única internos);
aparecem, novamente, obras com desempenhos louváveis e
outras em situações preocupantes;
reafirma-se a mediana como valor representativo do
conjunto de resultados (assim, 42% é o número que representa o conjunto de obras
estudadas quanto ao contrapiso, e não os 79%);
no uso destes três revestimentos, os "vilões"
(não explicitados na Tabela 3) foram as sobrespessuras (em relação à espessura
preconizada pelo projeto) e a variabilidade da dosagem das argamassas; as perdas por
entulho, embora não desprezíveis, não representaram a maior parcela das perdas totais;
as perdas de argamassa (mensuradas através do consumo de
cimento) não são fisicamente desprezíveis: 102% para emboço ou massa única internos,
53% para emboço ou massa única externos, 42% para contrapiso.
Os materiais simples são aqueles que podem ser utilizados
diretamente no serviço em execução, sem necessidade de prévia mistura a outros
materiais. É o exemplo do concreto usinado e dos blocos de alvenaria, entre outros.
A Tabela 4 abaixo ilustra os resultados das perdas obtidos para
inúmeros materiais simples nesta pesquisa, confrontados com aqueles estabelecidos por
outras fontes.
| TABELA 4 -
MATERIAIS SIMPLES: PERDAS DETECTADAS POR ESTA PESQUISA E POR OUTRAS FONTES |
| Materiais/
Componentes |
TCPO 10 (1996) |
SKOYLES
(1976) |
PINTO
(1989) |
SOIBELMAN
(1993) |
FINEP 1998 |
| Média |
Média |
Média |
Média |
Mediana |
Mín. |
Máx. |
n |
| Concreto usinado |
2 |
5 |
1 |
13 |
9 |
9 |
2 |
23 |
35 |
| Aço |
15 |
5 |
26 |
19 |
10 |
11 |
4 |
16 |
12 |
| Blocos e tijolos |
3 a 10 |
8,5 |
13 |
52 |
17 |
13 |
3 |
48 |
37 |
| Eletrodutos |
0 |
- |
- |
- |
15 |
15 |
13 |
18 |
3 |
| Condutores |
2 |
- |
- |
- |
25 |
27 |
14 |
35 |
3 |
| Tubos de PVC |
1 |
3 |
- |
- |
20 |
15 |
8 |
56 |
7 |
| Placas cerâmicas |
5 a 10 |
3 |
- |
- |
16 |
14 |
2 |
50 |
18 |
| Gesso |
- |
- |
- |
- |
45 |
30 |
-14 |
120 |
3 |
A análise dos valores indicados
nesta Tabela 4 permite os seguintes comentários:
os valores preconizados por manuais de orçamentação
(neste exemplo, TCPO 10) podem, em alguns casos, diferir bastante dos valores apropriados
nas obras; por exemplo, no caso das placas cerâmicas, indicam-se perdas na faixa de 5 a
10%, quando as obras as tiveram na faixa de 2 a 50%, com mediana de 14%;
os números representativos da situação inglesa
(SKOYLES) se mostram menores que os brasileiros; há, no entanto, que se observar que a
pesquisa inglesa determinou apenas as perdas diretas (entulho) e não as totais, o que
torna tais resultados não comparáveis diretamente;
no caso do concreto e do aço, as perdas não são
desprezíveis (medianas respectivamente de 9% e 11%), embora apareçam desempenhos
elogiáveis (mínimos respectivamente de 2% e 4%); aparecem também resultados
preocupantes (máximos respectivamente de 23% e 16%);
no caso dos blocos e tijolos a situação é semelhante,
porém com valores um pouco mais altos e dispersos;
uma boa fração das perdas calculadas nos casos do
concreto, aço e tijolos poderia, algumas vezes, ser facilmente combatida, conforme
detectado durante a coleta (por exemplo, numa das obras estudadas, 50% da perda de
concreto usinado ocorreu em função de o encarregado achar "melhor sobrar do que
faltar");
as perdas apropriadas para eletrodutos, condutores e tubos
para instalações hidrossanitárias, embora calculadas a partir de uma amostra bem mais
reduzida (e, portanto, necessitando de um futuro aprofundamento do estudo), foram também
significativas (medianas respectivas de 15%, 27% e 15%);
no caso das placas cerâmicas, a mediana das perdas foi
relevante (14%), sendo que o tamanho das peças (peças maiores estão associadas a perdas
maiores) e a qualidade da modulação da aplicação (mensurada através da percentagem de
peças cortadas em relação às totais) mostraram-se fatores explicadores destas perdas;
quanto ao gesso, a dispersão dos resultados obtidos
(apenas 3 casos estudados) tem a seguinte explicação: a obra de menor perda (valor
negativo: -14% ) foi uma obra onde o gesso era aplicado sobre o emboço prévio, levando a
um consumo de materiais menor que a referência adotada (espessura de 5mm de
revestimento); as outras 2 obras usaram o gesso aplicado diretamente sobre a alvenaria,
induzindo um consumo - e, portanto, uma perda - também maiores.
Considerações finais
De uma maneira geral, encontraram-se perdas físicas não
desprezíveis na construção de edifícios. Há que se lembrar, no entanto, que o
desperdício seria apenas uma parcela evitável de tais perdas; a quantificação de tal
parcela passa, sem dúvida, por uma análise custo x benefício, isto é, estimativa de
quanto se ganha minimizando as perdas e quanto isso custa. Não se deve menosprezar,
porém, a importância de se reduzir as perdas. Em muitas oportunidades foram detectadas
causas bastante simples de combater e a custos praticamente nulos (vide caso anteriormente
citado sobre o concreto usinado). Tais perdas provavelmente não tenham sido combatidas
anteriormente por puro desconhecimento quanto à sua ocorrência.
Dentro desse contexto, acredita-se que, mais que ter os números
das perdas de materiais atuais, seja importante que cada empresa/obra tenha uma contínua
percepção dos consumos que ocorrem nos seus canteiros. Esta permanente avaliação pode
ser útil para uma série de ações, como por exemplo:
a melhoria do processo de orçamentação, na medida em
que se deixaria de trabalhar com números médios, que podem até ser bons como
representação do mercado, mas que podem deixar muito a desejar ao representar uma obra
em particular (vide as variações de desempenho mostradas);
a detecção do desempenho de cada empresa, em relação
ao resto do mercado, importante ferramenta estratégica;
o balizamento da escolha entre diferentes tecnologias,
expressando quantitativamente as vantagens ou desvantagens citadas quando da avaliação
das diferentes opções;
a possibilidade de se criar uma política de prêmios à
mão-de-obra baseada não somente na produção, mas também no consumo de materiais.
Dentro deste espírito, o Departamento de Engenharia de
Construção Civil da EPUSP continua pesquisando o consumo de materiais na construção,
com dois enfoques: um primeiro, mais amplo, baseado na coleta de dados representativos de
toda a duração de um serviço, consolidando um instrumento de contínua avaliação do
setor, subsidiador de orçamentos e instrumentalizador da comparação de tecnologias
distintas; um segundo, mais específico, baseado no levantamento de informações rápidas
quanto ao consumo, subsidiando intervenções no processo construtivo, visando a melhoria
contínua das obras.
Cabe finalmente citar, ao se analisar os resultados mostrados,
que as críticas feitas à construção civil, tratando-a como inerentemente
desperdiçadora, não são aplicáveis. Podem-se detectar empresas tendo resultados de
perdas extremamente baixos, que as colocariam no nível dos melhores exemplos
internacionais. Há, no entanto, que perceber também a existência de um outro extremo,
de situações bastante preocupantes, de empresas que, no nível de perdas detectado,
correm o risco de não estarem mais no mercado num futuro próximo.
Acredita-se, por fim, que a disponibilização de números
confiáveis quanto ao consumo de materiais deva servir menos para se concluir se uma
empresa desperdiça muito ou pouco, e mais para subsidiar suas decisões sobre como
conduzir um empreendimento de sucesso.
Onde obter mais informações: o conteúdo do
relatório final de pesquisa encaminhado para a FINEP pode ser visualizado e gravado
através do seguinte endereço na Internet: http://pcc.usp.br/Pesquisa/Perdas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AGOPYAN V.; SOUZA, U.E.L.; PALIARI, J.C.;
ANDRADE, A.C. Pesquisa "Alternativas para a redução do desperdício de materiais
nos canteiros de obras." Relatório final - VOLUME 1 - Apresentação Geral.
EPUSP/FINEP/ITQC, 1998.
AGOPYAN V.; SOUZA, U.E.L.; PALIARI, J.C.; ANDRADE, A.C. Pesquisa "Alternativas
para a redução do desperdício de materiais nos canteiros de obras." Relatório
final - VOLUME 2 - Metodologia. EPUSP/FINEP/ITQC, 1998.
AGOPYAN V.; SOUZA, U.E.L.; PALIARI, J.C.; ANDRADE, A.C. Pesquisa "Alternativas
para a redução do desperdício de materiais nos canteiros de obras." Relatório
final - VOLUME 3 - Resultados e análises: areia, pedra, saibro, cimento, cal argamassa
produzida em obra, concreto produzida em obra e argamassa parcial ou totalmente produzida
fora do canteiro. EPUSP/FINEP/ITQC, 1998.
AGOPYAN V.; SOUZA, U.E.L.; PALIARI, J.C.; ANDRADE, A.C. Pesquisa "Alternativas
para a redução do desperdício de materiais nos canteiros de obras." Relatório
final - VOLUME 4 - Resultados e análises: aço, concreto usinado e blocos/tijolos.
EPUSP/FINEP/ITQC, 1998.
AGOPYAN V.; SOUZA, U.E.L.; PALIARI, J.C.; ANDRADE, A.C. Pesquisa "Alternativas
para a redução do desperdício de materiais nos canteiros de obras." Relatório
final - VOLUME 5 - Resultados e análises: eletrodutos, condutores, tubos de PVC, placas
cerâmicas, tintas, revestimento têxtil, gesso. EPUSP/FINEP/ITQC, 1998.
PINTO, T.P. Perdas de materiais em processos construtivos tradicionais. São
Carlos: Universidade Federal de São Carlos / Depto. de Engenharia Civil, 1989.
SOIBELMAN, L. As perdas de materiais na construção de edificações: Sua
incidência e controle. Porto Alegre, 1993. Dissertação (Mestrado em Engenharia) -
Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil - Univ. Federal do Rio Grande do Sul.
SKOYLES, E.R. Site accouting for waste of materiais. Building Research
Establishment, July/Aug. 1976.
Tabelas de Composições de Preço para Orçamento - TCPO 10 - 1ª edição -
São Paulo. Editora PINI, 1996.
Fonte: Revista Qualidade na Construção - Sinduscon/SP
- nº 13 - Ano II - 1998.
Autores: Prof. Dr. Ubiraci Espinelli Lemes de Souza
Prof. José
Carlos Paliari
Engª. Artemária
Coelho de Andrade
Prof. Dr. Vahan
Agopyan
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